A ditadura

Ditamos em meio a multidão
Contamos, sobre nosso mundo escasso
Mostramos nosso vazio deixado de lado
Criamos anseios
Sobre desejos
Que nunca vamos chegar!
Por que nos fazemos limitar
Limitar nossa visão
Nossa expressão
Nossa vida
E todo bem que poderíamos criar
Se não fosse o fato de nos limitar.

Queria ir ali, sem ser cruzado
Por ditadores baratos
Que expressam sua carência
Por fora do corpo, que desgosto.

Me peguei por perguntar
Se essa expressão poderia me modificar
De alguma forma buscando
Questionando e deteriorando
Que as duvidas passaram
E mostraram que cada qual, cada quem
Tenta expressar um bem, que vai além
De toda nossa construção barata
Constituída em cima
De ditaduras vazias e pequenas
Expressões esquecidas.

Não se vale falar
Não se vale contar ou mesmo ansiar
Se mesmo você, não souber escutar
Por que ditamos a verdade
Que nos anula em fuga
Da nossa suma procura
De um bem a qual desejamos
Apenas a quem nos trás fartura.

Se só ditamos
Então, vamos ditar
Só que dessa vez, com o amar
Ao invés de ansiar
Vamos cantar, pra poder mudar
Não o mundo, mas sim
Quem faz seu futuro.

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