Almejo Infinito
Como poderia eu expressar A dádiva imaculada Que é relembrar e sonhar Todos os dias E todas as noites Dizem que não posso esquecer Tantas palavras e versos Que me fizeram crescer Não é que dói Não é que me escapa É que me impaca Me faz questionar Todo esse caminho Que estou a trilhar Como se sozinho, sem contar Como seu vizinho, só a olhar Sem medo, acabo esquecendo Esse senso sem desejo Viajando nesse mar de sentimento Examinando poetas sem jeito Como um soco no peito Sem ar, Sem revidar, só sentir e repetir Uma coisa boba Que ainda nem aprendi Esse amor por amar Sem nem precisar observar Um efeito continuo Acaba gerando tudo isso Esboçando um certo estilo Procurando o infinito Mas sempre acabando em um limbo Contínuo, reflito e digo No escuro do vazio finito Eu ainda existo...