Por que nossa geração sente reflexos de uma estereotipada solidão?
- Nunca pesquisei além de meu conhecimento para levantar essas questões.
Quando dizemos solidão, o que pode pensar? Em milhares de coisas certo? Estar só é estar sozinho, é estar fisicamente sozinho, é não compartilhar suas coisas com alguém... É ter a dadiva de dançar sua dança, sem ninguém precisar julgar, quantificar, ou mesmo questionar o porque dança assim. Realmente de todas essas possibilidades acho que de cada uma podemos tirar proveito, vejo alguns, poucos ou muitos, independente de números, sabendo que a solidão vai além do que imaginamos, "é abstrato demais para se filosofar sobre", mas, e se, tudo o que pensares nesses tempos fosse mentira? Qual seria sua reação? Se alguém lhe visse e lhe dissesse "Sua maneira de pensar, esta incorreta", o que farias? Com toda e mais bela certeza, vos teria seu ego abalado, não aceitaria uma acusação dessa no ponto onde a pessoa nem conhece a vos, como pode ditar que algo está errado? Eu te digo, que podemos estar todos errados, por pequenos questionamentos que podemos levantar
- Qual foi a ultima vez que aceitou um erro seu?
- Qual, foi a ultima vez que se sentiu solitário?
- Quando foi que parou para sentir seu vazio físico?
Muitas vezes pensamos que somos infalíveis, somos seres divinos da qual não temos a capacidade do erro, por mais que tenha esse conhecimento sei que não aplicas a seu dia-a-dia. Por quê? Imagine-se, indo ao mercado, comprar batatas, sua missão foi dada a si, ou por outro para ir comprar batatas, em sua mente, sua batata já foi comprada, todo o caminho até o mercado, se torna inútil, pela batata já ter sido comprada no plano das idéias, mas imagine-se novamente, chegando ao mercado e vendo claramente, que não há batatas a serem compradas, então, vos como humano não aceita seu erro de alguma forma, e tem as outras 1000 possibilidades diferentes, não tem batata, vou comprar outro tipo de batata, ou mesmo, irei procurar até encontrar, entendeu? mesmo que não, a ideia esta na persistência em encontrar algo idealizado, partindo de um meio externo, não internamente, como se tudo que fizesse apenas o suprisse se fosse realmente conquistado, mesmo que aceite que a batata não estava lá para vos, volta para casa com desculpas como "não tinha batata, agora eu faço outra coisa" nesse momento seu FOCO sua IDEALIZAÇÃO muda completamente, todas as possibilidades que havia criado entre o espaço-tempo que percorreu foram jogadas ao lixo, escondidas, ou até mesmo reprimidas, e fazemos isso a todo instante, quantificamos nossas vontades, ao ponto de "até onde eu irei por isso?".
Agora partindo do ponto que a batata estava lá, e vos comprou a batata, a partir de um ponto, criamos outra idealização da batata, o que podemos fazer com ela, ou mesmo "sera que eu realmente queria essa batata?" em um ponto ridículo porém real chegamos, quando realmente nos perguntamos se queríamos o que queríamos não paramos pra pensar que em todo caminho percorrido em nossa mente, já tínhamos tudo o que queríamos, já vivenciamos 1 milhão de coisas diferentes com ou sem as batatas, mas ainda sim nos sentimos frustados de ou não ter o que queremos ou ter e não saber se queremos... Pesamos tudo o que temos ou que criamos ter em uma balança imaginária em um quantificador que não existe....
Por mais que "partamos" de conceitos criados pela nossa mente, em todo decorrer de nossa vida, podemos nós quantificar algo? Se mesmo vos sabes que ninguém é = a ninguém, podemos apenas ter pontos parecidos, então porque pensamos em importância? Por que não aceitamos o erro, não aceitamos o voto da realidade, não aceitamos nada, pelo simples motivo de idealizarmos algo, de criamos uma probabilidade em cima de algo que não é previsível, não aceitamos algo que venha do externo para condizer com a realidade. RECALCAMOS, todo sentimento "ruim" que temos por não termos o que queremos, e não digas que contigo és diferente, pois a única certeza que me tem é de que o humano é falho, e é falho ao mesmo de pensar... Somos falhos a partir do momento que achamos que podemos ter certeza de algo sobre o futuro, somos errados a partir do momento que pesamos um erro em comparação com outro, em que usamos sempre grau comparativo com as coisas... Mas por que comparar? Não somos diferentes? A cada pessoa não existe um peso diferente? Assim como fisicamente?
Nosso "acerto" não está no ato de entender nosso erro, também não está em ser inconsequente e apenas pensar "nagente". Está no ato de aceitar que cada momento é diferente de outro, e usar um grau comparativo é ridículo.. Seria como comparar qual seria mais fácil mastigar, uma pedra ou água.