Declaração de um Bardo II

Hoje eu acordei com o seu cheiro
impregnado no meu pêlo,
impregnado no meu braço,
em meio a tantos abraços
ele me confundiu contigo,
e com seu cheiro eu fico.

Eu fico a senti-lo,
o seu cheiro,
o seu cabelo...

Como me esqueceria?
a sua pele macia
tocando levemente a minha,
minha querida,
não é nada a mais
do que eu queria.

O gosto dos teus lábios,
usava-os para repassar frases de sábios,
agora usados com uma mais profunda beleza
um doce beijo de nobreza,
que em meu rosto você dá.

Mantemos as faces coladas,
como memórias antiquadas
e o medo de perder.

Seu corpo quente
aquece-me a alma, a mente,
tira o hábito de quem mente
tornando tudo uma nova realidade,
dando-me uma vida à parte.

ó, senhorita...
és tão simples e complexo
o sentimento de quando estou contigo,
parece um sentimento antigo,
mas nunca sentido
pelo bardo que vos fala.

E em meu corpo,
permanece o teu cheiro,
e contigo e com ele,

esta noite adormeço.


B.P.


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