Declaração De Um Bardo

Oh, senhorita...
Deixaria este bardo tocar seu coração
da mesma forma que tocas as cordas de seu violão?

Tocar-te a pele,
acariciar-te os braços
sentir no rosto
a maciez do seu cabelo,
o pousar do corpo em meu ombro.

Desculpo-me pelas mãos suadas,
são gotas nervosas
de quem tua mão não quer largar.

Com prazer introduzo-te em minhas estórias,
em um mundo de escórias
de algum lugar a bondade deve vir
e toda a bondade do mundo aparece,

bastante fazer-te rir.


B.P.




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